“Junho de Lutas: contra o racismo ambiental e crise climática” inaugura agenda anual na Bahia

O mês de junho, que marca a Semana do Meio Ambiente, iniciou em Salvador com a mobilização de dezenas de ativistas, pesquisadoras(es) e sociedade civil ao redor de duas problemáticas mundiais: o racismo ambiental e a crise climática. Entre os dias 03 e 17 de junho, em diversos territórios negros de Salvador, o Observatório do Racismo Ambiental (ORA) promoveu uma série de debates na defesa de uma sociedade socialmente, economicamente e ambientalmente justa, e equilibrada para todas as pessoas que vivem nela.

Entre os temas que foram debatidos, destacaram-se: “Participação da Juventudes nas Lutas e Enfrentamento”, “Inclusão Socioambiental dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis” e “A Luta dos Povos de Matriz Africana Diante dos Crimes”, Gênero e Racismo Ambiental. A Iniciativa reuniu diversos setores da sociedade para debater temas que estão relacionados ao racismo ambiental, a crise climática e os impactos nas comunidade negras e indígenas, a produção e consumo, destino final dos resíduos, e adaptação das cidades e do campo para conter os efeitos das mudanças climáticas.

A agenda de lutas propostas foi uma realização do Observatório do Racismo Ambiental, Rede Cammpi (Comissão de Articulação e Mobilização da Península de Itapagipe) e do Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA) em parceria com as comunidades quilombolas, catadores de materiais recicláveis, ativistas do Movimento de Mulheres Negras, Rede de Economia Solidaria, organizações religiosas de matriz africana e associações indígenas juventudes, mulheres das águas. Além disso, conta com o apoio da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE).

“Trazer para cena pública o Racismo Ambiental e a Crise Climática tem sido a tarefa dos povos dos campos, das águas, da floresta e da cidade; dos ativistas e pesquisadores do Brasil e do mundo, porque a responsabilidade com o planeta é de todas/os/es nós, porém os impactos não ocorrem de forma igualitária, haja visto que o racismo estabeleceu um lugar de subalternidade para os povos originários e negros no nosso país”, destaca o geógrafo Raimundo Nascimento, coordenador institucional do CAMA.

Observatório do Racismo Ambiental (ORA) – É um instrumento coletivo e participativo que tem como objetivo o monitoramento, mapeamento e incidência política relacionado a violação de direitos das populações e territórios negros impactados pelo Racismo Ambiental. O ORA é resultado de uma articulação de organizações socioambientais ligadas a Comissão de Articulação e Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe, coordenado pelo Centro de Arte e Meio Ambiente (CAMA).

Centro de Arte e Meio Ambiente – O CAMA é uma organização socioambiental fundado em 1995, no bairro dos Alagados, em Salvador/Bahia. Desenvolve programas e projetos associados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), referenciados pela Agenda 2030 da UNESCO. O objetivo é fortalecer a luta por garantia de direitos de indivíduos e grupos vulnerabilizados, por meio da participação nos processos que proporcionem autonomia e inclusão sociopolítica, contribuindo para a construção de uma sociedade social e economicamente justa, democrática, ambientalmente equilibrada, antirracista, antissexista e contra todas as formas de exclusão.

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